terça-feira, 22 de maio de 2012

[resenha] O Testamento - Eric Van Lustbader









Sinopse: Durante séculos, uma seita secreta fundada por seguidores de São Francisco de Assis - a Ordem dos Observantes Gnósticos - guardou um segredo que poderia transformar para sempre a história da humanidade. Mas agora a segurança desse legado está nas mãos de um homem e uma mulher que mal se conhecem.
Braverman Shaw nunca perdoou o pai, Dexter, por levar uma vida distante e enigmática. Mas ele não imaginava a gravidade dos segredos que Dexter escondia - até que, durante uma tentativa de reconciliação, o pai foi brutalmente assassinado.
Ainda atordoado pelos acontecimentos, Braverman descobre que seu pai era membro do alto escalão da Ordem dos Observantes Gnósticos, uma centenária organização secreta cuja missão era preservar documentos sagrados capazes de causar um verdadeiro caos no mundo se caíssem em mãos erradas.
Envolvido numa teia de mistério e perseguição, Braverman se vê diante de incompreensíveis pistas deixadas por seu pai para levá-lo ao esconderijo do Testamento de Cristo - um evangelho apócrifo e a Quinta-essência, a lendária substância que possibilitaria a vida eterna.
Em sua luta frenética para escapar da morte e, ao mesmo tempo, encontrar repostas para suas perguntas, Braverman é auxiliado pela jovem Jenny Logan, Guradiã da Ordem treinada para protegê-lo. Mas, pouco a pouco, ele percebe que não deve confiar em ninguém e que o perigo pode estar onde ele menos imagina.

Numa trama tensa, repleta de suspense e ação ininterrupta, Eric Van Lustbader conduz o leitor por uma vertiginosa viagem por grandes segredos da história, da política e da religião e pelos mais sombrios sentimentos humanos.










O primeiro ponto que chama a atenção no livro é saber que, apesar de ser um livro de ficção historica, ele foi baseado em alguns fatos reais. As fraternidades existem, algumas das batalhas realmente ocorreram... A partir desta informação, muita coisa no livro nos deixa com a pulga atras da orelha... Será que a Ordem é tão capaz assim de influenciar a historia como narrada no livro? Será que tem tantos "dedos" movendo as linhas que alteram nossa historia? É obvio que trata-se de um romance ficticio (ou não... vai saber se frei Leoni realmente.... deixa pra lá) mas que a historia tem esse poder de nos fazer pensar... ah! Isso tem! Vai ver, Teorias da Conspiração não são tão teorias assim...

Bem, passado este ponto, quero dizer que o Bravo é muito chato! O cara é o personagem central da historia, mas é tão insipido que chega a dar sono... O relacionamento dele com a Jenny é tão frio que chega a dar sono tbm... Em nenhum momento senti aquela profundidade dos sentimentos... aquela tensão sexual que faz agente perder o folego e correr para a proxima pagina.
Aliás, muitas vezes eu corri com a leitura, pulando paragrafos chatissimos que não fariam a menor falta a historia... O enredo carece de dialogos.
Passam-se páginas de pura descrição entre eles. Acho que qualquer livro de fatos historicos é assim... mas este, que está misturado com um romance, deveria saber contrabalancear melhor seus momentos.
Afinal, as vezes eu queria muito mais saber o que estava acontecendo na cabeça e no coração de Jenny, do que voltar no tempo, saber como a guerra tal começou ou como a Ordem afeta a historia...
Os personagens foram pouquissimo explorados... Donatela e o amante (que eu esqueci o nome) mereciam muito, muito mais destaque! A irmã do Bravo tbm! Até a Anacoreta, que entrou e saiu da historia sem dizer a que veio....

Por fim, o final (redundaaaannnnccciiiiaaaaa) não trouxe nada novo... As grandes revelações do final poderiam ser deduzidas por qualquer um com um pouquinho de massa cinzenta... Alias, acho que todo mundo sacou o "gran finale" muito antes do final...


Um comentário:

Vivi disse...

Ai, acho que esse eu passo...rs Não fiquei nem um pouco a fim de ler.