Sinopse: "12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen."
Um dos motivos que me levou a ler este livro foi um filme chamado "Escritores da Liberdade". No filme, uma professora de uma turma problemática, marcada pela intolerância pelas diferenças, numa realidade de guerras urbanas, usa o exemplo de Anne Frank para transformar as vidas de seus alunos.
Então eu pensei: "Será que esse livro tem esse poder todo?", peguei o livro, ajeitei o edredom e fui a luta (ops... a leitura)...
Outro motivo que me fez ler este livro, foi a imensa polemica que gira em torno da veracidade dos fatos. Há quem diga que Anne Frank nunca existiu. Há quem diga que uma menina de 13 anos jamais teria condições de escrever do jeito como o livro se apresenta... Eu acredito que seja real.
Eu penso que as meninas de 13 anos de hoje em dia, no Brasil, tem muito mais chances de escrever um funk famoso do que um diario complexo como o da Anne. Mas estamos falando de uma ALEMÃ, da decada de 40, JUDIA...
Ou seja: tempo diferente, cultura diferente, país diferente... logico que é possivel....
Sobre o livro propriamente dito:
O primeiro de tudo, e talvez o mais importante deste livro é dizer que ele não é BASEADO em fatos reais. Ele NARRA fatos reais. Não é como se alguem tivesse pego o diario da Anne e transformado em uma bela historia literaria. Essas são as proprias palavras de uma menina cuja juventude foi severamente interrompida. Cada pensamento, cada sentimento, é exatamente o que ela estava sentido, então isso nos dá a real dimensão de tudo aquilo.
O livro não é sobre guerra, perseguição, violencia. É sobre sensibilidade, amadurecimento, autoconhecimento... Afinal a Anne que começa a escrever é muito diferente daquela das ultimas paginas, que compreende melhor os seus, que se alegra com as pequenas coisas...
Nada como um confinamento forçado para nos fazer compreender melhor aqueles que nos cercam...
No fim, acho que ler Anne Frank é uma experiencia pelo qual todos devem passar. Reclamamos tanto da vida, batemos o pé quando não conseguimos ir naquela festa, choramos quando não ganhamos o presente que queriamos... E o livro nos lembra que tem tanta gente com muito menos e que tenta buscar a felicidade mesmo assim.
Não posso terminar essa resenha de outra forma, a não ser expondo o pensamento de uma colega:
"Anne Frank me faz ter vergonha de mim mesma aos 14 anos. Eu não só era tremendamente idiota como também era incapaz de colocar no papel meus pensamentos de forma tão clara e envolvente. Enfim. " - Tata
4 comentários:
Eu também me emocionei bastante com essa obra. Foi totalmente diferente do que eu esperava. Achei que haveria mais coisas a ver com a guerra, mas o que nós realmente vemos ao ler é o amadurecimento incrível de uma garota em tão pouco tempo.
E concordo, acho que não tem nenhuma teoria da conspiração. Você vê que a menina estuda direto todos os dias, já que não tem outra coisa para fazer. Sendo assim, é claro que ela escreveria assim tão bem. Melhor do que eu, com 18 anos.
É de fato muito digno de ser lido!
Beijos!
Lizzie
Este livro é incrível, coloca nossa vida em pespectiva. Deveria ser leitura obrigatória para adolescentes!
Oi Marcyda,
eu também li esse livro para o desafio, só que ainda não resenhei.
Eu concordo quanto ao que você disse, "que as meninas de 13 anos de hoje em dia, no Brasil, tem muito mais chances de escrever um funk famoso do que um diario complexo como o da Anne" , talvez se os jovens de hoje seguissem o exemplo da Anne e estudassem quando não tivessem nada para fazer em vez de ficar na rua o país estivesse melhor.
ótima resenha!
O livro ensejou belas reflexões, hein? Bela resenha
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